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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Criar Senha escrevendo errado pode ser uma segurança maior diz Estudos

Estudo publicado pela Universidade de Carnegie Mellon e pelo MIT mostra que senhas sem sentido aparente são mais difíceis de serem quebradas

Você está melhor protegido esquecendo suas lições de gramática quando o assunto é criação de senhas, de acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Carnegie Mellon e pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts).

Os pesquisadores dizem que o uso de gramática - boa ou má - pode dar pistas a crackers sobre as palavras em uma senha composta por multiplas palavras. E eles construíram um algoritmo como uma prova de conceito para demonstrar essa descoberta.

A equipe, liderada pelo estudante Ph.D em software de engenharia Ashwini Rao do Instituto CMU de Pesquisa de Software, irá apresentar seu estudo na conferência de dados e aplicações de segurança e privacidade Association for Computing Machinery, que acontecerá em 20 de fevereiro, em San Antonio.

O time testou o seu algoritmo de cracking (programado para reconhecer gramática) em 1434 senhas que continham 16 ou mais caracteres, e decifrou apenas 10% do conjunto de dados com o algoritmo. "Nós não devemos confiar cegamente no número de palavras ou caracteres em uma senha como medida de segurança", afirmou Rao, em um comunicado.

Os pesquisadores disseram que, embora uma senha baseada em uma frase ou uma sentença curta possa ser mais fácil para um usuário lembrar, ela também é fácil de ser decifrada.

Afinal, as regras gramaticais limitam a escolha de palavras e estruturas. Ou seja, uma frase com pronome-verbo-adjetivo-substantivo seria mais fácil de ser quebrada do que uma composta por substantivo-verbo-adjetivo.

Os pesquisadores descobriram que "martelado requisitos asinino", por exemplo, é mais difícil de quebrar do que até mesmo o mais longo e aparentemente inteligente "$0 pode h4v3r um #1!"


sábado, 3 de novembro de 2012

Vagalumes inspiram criação de lâmpadas LED melhores e mais baratas



Cientistas sul-coreanos afirmam ter copiado a estrutura do ventre de um vagalume para criar o que eles consideram ser uma lâmpada de LED melhor e mais barata. A intenção é que ela seja usada em smartphones, televisores e outros dispositivos.

Os cientistas explicaram que foram inspirados pelo inseto e sua eficiente fonte de luz natural para desenvolverem a pesquisa. “Nós fizemos uma nova lâmpada LED copiando a nanoestrutura da lanterna do vagalume”, disse o Ki-Hun Jeong, professor associado do Departamento de bioengenharia do Korea Advanced Institute of Science of Technology, em um artigo publicado no periódico científico norte-americano Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os vagalumes produzem luz a partir da parte inferior dos segmentos abdominais com o intuito de atrair parceiros e presas.


Ao copiar a estrutura de três camadas inferiores do abdômen do inseto, Jeong e seus colegas conseguiram uma alternativa para retirar um caro componente existente em lâmpadas LED, o que permitirá minimizar o preço das atuais lâmpadas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Games que usam sinais cerebrais podem ser usados para ler pensamentos


Acadêmicos 'adivinharam' informações sobre voluntários usando dispositivos para controlar jogos com o poder do pensamento
20 de Agosto de 2012 | 18:20h


Um estudo recentemente divulgado em uma conferência sobre tecnologia mostrou que é possível ler seus pensamentos através de dispositivos que usam estímulos do cérebro para controlar videogames, como o NeuroSky ou o Emotiv. Esses equipamentos são versões mais baratas das máquinas de ressonância magnética (EEG), identificando a ativação de áreas específicas da mente e conseguindo aproveitar as ondas para movimentar personagens ou criar interações com programas e aplicativos.

De acordo com a pesquisa conduzida por estudiosos das universidades de Berkeley (EUA) e Genebra (Suíça), tais equipamentos poderiam identificar um sinal cerebral nomeado P300, que é disparado quando o cérebro acha algo significativo ou importante. Ao mostrar a alguém uma série de fotos, tal sinal mostraria quais daquelas pessoas são conhecidas e sua ausência provaria quais são  estranhas.  

O sinal também poderia ser usado em contexto policial como uma espécie de detector de mentira amador. Ao ser exposto a uma foto do cenário do crime, o culpado não conseguiria controlar o P300 e com isso se entregaria.

Com base nisso, os pesquisadores fizeram uma série de testes com os voluntários, que usavam dispositivos da Emotiv ou da NeuroSky enquanto digitavam no computador os números de um cartão PIN, usado para ativar celulares. Depois, os acadêmicos mostraram a eles uma série de números, e usando apenas os dados do P300 conseguiram 'adivinhar' quais foram os digitados.  

Em outros experimentos, os pesquisadores descobriram datas de aniversário e o endereço aproximado das casas dos participantes. Segundo os proponentes do estudo, no futuro testes como estes poderiam ser embutidos em uma interface de game e usados para roubar dados dos usuários.

O estudo completo pode ser lido aqui.