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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Brasil passa a enviar menos spam; país vai da 2ª para 5ª posição em ranking mundial

O Brasil caiu três posições em um ranking global dos países que mais enviaram mensagens indesejadas (spams) nos últimos três meses de 2011, segundo um relatório divulgado nesta quarta (1º) pela AVG Technologies, empresa especializada em segurança. O país, que ocupava o segundo lugar da lista, caiu para o quinto.



A primeira colocação foi mantida pelos Estados Unidos, que são a fonte de praticamente metade dos spams enviados no mundo (45,5%). O Reino Unido ultrapassou o Brasil e Índia (respectivamente, na segunda e terceira colocações na lista passada) e ficou com a segunda posição.



O relatório da AVG não indica, no entanto, a razão pela qual o Reino Unido cresceu no período e o Brasil, por sua vez, teve um envio menor de spams.

De acordo com o relatório, depois da língua inglesa, o português é o idioma mais utilizado nas mensagens de spam. Em terceiro lugar está a língua francesa, seguida da alemã (4º) e holandesa (5ª).

Entre os domínios mais usados para envio de spam, estão o: Facebook.com, Twitter.com e Gmail.com.



Ameaças mais comuns

Entre as pragas digitais mais utilizadas no período, estão páginas de internet que escondem códigos maliciosos (Blackhole toolkit) e permitem a instalação de vários malwares.

Em seguida, estão links contaminados que levam a sites maliciosos, que permitem a instalação de aplicativos maliciosos no computador, sem que o usuário perceba.

Na terceira colocação, estão os falsos sites farmacêuticos. São criados para parecerem legítimos e recebem pedidos online, mas enviam remédios falsos ou muitas vezes, nem mesmo entregam os pedidos.

Pragas digitais chegam ao celular

De acordo com o mesmo relatório, fica evidente o crescimento de aplicativos maliciosos para celulares, com 1 milhão de eventos maliciosos detectados entre outubro e dezembro de 2012. Os cibercriminosos usam tática já conhecidas no ataque a computadores, como o roubo de certificados digitais.



“Os mesmos truques usados contra computadores estão sendo usado para os celulares. Mas como os celulares estão ligados a sistemas de cobrança, os ganhos podem ser maiores”, alerta Yuval Ben-Itzhak, chefe de tecnologia da AVG.

Com o crescimento do uso de smartphones com sistema Android, o desenvolvimento de pragas para infectarem esses aparelhos também aumentou. Durante dezembro, 22 aplicativos foram removidos do Android Market.

Para contaminar os celulares, cibercriminosos usam certificados digitais falsos -- geralmente o recurso é utilizado para identificar o autor de um documento, aplicativo ou usuário de um website. Assim, ele é capaz de rotear informações do celular contaminado para coletar e enviar informações do aparelho para um servidor remoto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Internet tem efeito similar ao de drogas ou álcool no cérebro, diz pesquisa

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Viciados em internet têm alterações similares no cérebro àqueles que usam drogas e álcool em excesso, de acordo com uma pesquisa chinesa.

Cientistas estudaram os cérebros de 17 jovens viciados em internet e descobriram diferenças na massa branca - parte do cérebro que contém fibras nervosas - dos viciados na rede em comparação a pessoas não-viciadas.


A análise de exames de ressonância magnética revelou alterações nas partes do cérebro relacionadas a emoções, tomada de decisão e autocontrole.

"Os resultados também indicam que o vício em internet pode partilhar mecanismos psicológicos e neurológicos com outros tipos de vício e distúrbios de controle de impulso", disse o líder do estudo Hao Lei, da Academia de Ciências da China.


Computadores

A pesquisa analisou o cérebro de 35 homens e mulheres entre 14 e 21 anos. Entre eles, 17 foram classificados como tendo Desordem de Dependência da Internet, após responder perguntas como "Você fez repetidas tentativas mal-sucedidas de controlar, diminuir ou suspender o uso da internet?"

Os resultados então descritos na publicação científica Plos One, que poderiam levar a novos tratamentos para vícios, foram similares aos encontrados em estudos com viciados em jogos eletrônicos.

"Pela primeira vez, dois estudos mostram mudanças nas conexões neurais entre áreas do cérebro, assim como mudanças na função cerebral, de pessoas que usam a internet ou jogos eletrônicos com frequência", disse Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, em Londres.

O estudo chinês também foi classificado de "revolucionário" pela professora de psiquiatria do Imperial College London Henrietta Bowden-Jones.

"Finalmente ouvimos o que os médicos já suspeitavam havia algum tempo, que anormalidade na massa branca no córtex orbitofrontal e outras áreas importantes do cérebro está presente não apenas em vícios nas quais substâncias estão envolvidas, mas também nos comportamentais, como a dependência de internet."